domingo, março 07, 2010

Dia qualquer

Era um dia, como outro qualquer, sem pretenções.
Mentira!
Eu só queria encontra-la, passar aqueles cinco minutos finais,
ao seu lado.
Tudo ocorreu como num dia qualquer, até o sono me venceu,
acabei caindo nos braços de Morfeu.
Até que como num sonho, o telefone toca,
ERA ela. ELA tinha chegado.
Com o coração em disparada, desci as pressas.
Antes de sair as suas vistas, me recompus, tentando me manter como uma
pessoa qualquer, mas ao abraça-la, me traio. Não olho em seus olhos, traição
certa as minhas palavras.
Papo vai, papo vem, como num dia qualquer, ela
toma a decisão: iria voltar pra mim, mas ainda não sabia.
O dia qualquer,
comum, terminava e começava o sonho mais real que alguém poderia ter,
inesquecível.
O melhor amigo apareceu, sem ela, fomos a sua procura. Meia
hora e nada, uma hora e nada. Fico triste, meus sonhos – não tão reais – e
desejos tinham sumido junto com ela.
Nada daquele dia importava, estar com
ela era o único fato relevante.
Nos reencontramos, os olhos brilhavam, os
corações pareciam bumbos, marcavam fortemente o compasso só nosso. Veio o abraço
apertado, as palavras dóceis: “feliz ano novo, minha linda”, “gosto demais de
você”.
Nos misturamos a multidão.Para nós, estávamos sozinhos, um momento
tão nosso, tão intimo.
Finalmente.
Mesmo com atraso, os fogos
estouraram, brilhavam no céu, de uma forma tão intensa, tão acesa, que todos os
outros sumiram com tamanho brilho.
As mãos se entrelaçavam, os corações
voltavam a bater no mesmo ritmo – o beijo aconteceu, acontecia – selava o amor
imortal entre um casal mortal: eu e ela.
Havia felicidade em nossos olhos, o
primeiro dia do ano, não era como um outro qualquer. Havia sido o dia em que
nada importava, a não ser eu e ela, havia sido o dia em que palavras de amor
saiam de nossos olhos, havia sido o dia em que eu me dera conta de que amava a
menina mulher que me fez amanhecer fora de casa, mesmo doente, no primeiro dia
do ano.

Primeira experiência do ano, real, inesquecível.

Um comentário:

R.L. disse...

Holly shit, that's so good!